02.01.2017

Exercícios físicos podem ser um santo remédio para tratar doenças

Parece uma receita para qualquer problema de saúde: ajustar a alimentação, dormir bem e fazer exercícios. E não é por acaso que a atividade física tornou-se parte dos cuidados no caminho para prevenção e controle de tantas doenças, recomendada por médicos para casos que vão desde a recuperação de um resfriado até o tratamento do câncer. Talvez poucos saibam, porém, que os benefícios podem ir além do papel de mero coadjuvante: há casos em que se mexer pode ter efeito igual, ou até maior, do que o de remédios.

Diz-se que, se alguém conseguisse reunir os benefícios do exercício em uma pílula, provavelmente ganharia o Prêmio Nobel de Medicina. Não há razão para esperar por um milagre desses. A atividade física é o método mais fácil, disponível e barato de se tratar uma série de questões de saúde. Não exige prescrição médica — ainda que, em alguns casos, isso possa ser útil —, tem efeitos imediatos e também benefícios a longo prazo. Por isso é tão presente nos receituários. Mesmo assim, é raro que alguém receba, como indicação de tratamento, somente as palavras “exercício físico”.

O papel da atividade física na prevenção de males é bem conhecido — e muito se fala em como o sedentarismo contribui para a predisposição a variadas doenças, das mais passageiras às que colocam a vida em risco. Mas, além de evitar seu surgimento, já há evidências indicando que o exercício pode ser, mesmo sozinho, aquela “pílula mágica”.

Movimentar-se ajuda o corpo a manter um equilíbrio, deixando, entre outros, os sistemas imunológico, cardiovascular e respiratório em dia — em um processo que a profissional de educação física compara ao de uma máquina que, se ficar parada, enferruja.

O exercício constante e moderado tem efeitos que vão desde a diminuição das taxas de açúcar do sangue até a redução das partículas de gordura nas artérias. Apesar de já terem sido comprovados em algumas doenças, seus benefícios não são conhecidos na totalidade porque há relativamente poucos estudos apontando os resultados específicos da atividade física no tratamento de doenças.

Exercícios na receita                                                                                

Colesterol

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Na maior parte dos casos, os níveis de colesterol podem ser controlados exclusivamente com exercícios. A atividade física ajuda a reduzir as taxas de LDL (o colesterol “ruim”) e aumentar as de HDL (o bom). Contribui, também, especialmente quando somada à boa alimentação, para o equilíbrio no nível de triglicerídeos.

O que fazer para tratar: os melhores resultados surgem com a prática de atividades com maior intensidade — uma longa pedalada, uma corrida “puxada”. Mas mesmo caminhadas leves e regulares podem ter impacto positivo.

Por que é bom controlar: níveis altos de colesterol agridem o coração, podendo causar uma série de doenças cardiovasculares, como o ataque cardíaco.

 

Diabetes

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Principalmente em relação ao tipo 2 da doença, movimentar-se contribui para reduzir o açúcar do sangue e favorecer a ação da insulina — trabalho que, dependendo de cada caso, pode ter efeito semelhante ao de medicamentos.

O que fazer para tratar: o melhor é fazer mais exercícios aeróbicos, ou seja: mais de movimentação do que de resistência. Sua eficácia é tida como maior para manter a glicemia sob controle.

Por que é bom controlar: quem já tem a doença pode diminuir seus efeitos nocivos, garantindo melhor qualidade de vida, mas não deve substituir o tratamento pelo exercício.

 

Obesidade

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Talvez o mais óbvio dos benefícios da atividade física seja a redução ou o controle do peso. Quando associada a um estilo de vida sedentário e a alimentação desregrada, é fator de risco para diversos problemas de saúde, inclusive o câncer.

O que fazer para tratar: a principal recomendação é conseguir manter a prática regular de atividade física. Um segundo passo, para obter melhores resultados, seria progredir na intensidade dos exercícios.

Por que é bom controlar: diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e ortopédicas estão entre aquelas que podem ser desencadeadas ou agravadas pela obesidade.

 
 
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